15 Dicas para Aprender Marketing de Conteúdo

15 Dicas para Aprender Marketing de Conteúdo

 

O que é Marketing de Conteúdo

Marketing de Conteúdo é a estratégia de marketing que usa conteúdo como ferramenta de descoberta, informação, vendas e relacionamento com o público de uma empresa.

Consiste em definir o público, estabelecer pontos de conexão, entregar valor e educar o cliente na forma de conteúdo em suas mais variadas formas, medindo cada etapa do relacionamento para mantê-lo sempre relevante para o consumidor.

E mais uma definição:

Marketing de Conteúdo é uma abordagem estratégica de marketing focada em criar e distribuir conteúdos de valor, relevantes e consistentes para atrair e reter uma audiência claramente definida, e, ultimamente, para levar os clientes à ações lucrativas.

Content Tools

Antes de começar com as 15 dicas de , porém, tenho uma dica “extra” para você. Se você tiver dificuldades em criar conteúdo de qualidade, existe um plugin WordPress fantástico chamado Gerador de Conteúdo Automático.

Você nunca mais precisará ficar caçando a novos conteúdos na internet, ou pagar para alguém escrever artigos para o seu blog!

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Aprender Marketing de Conteúdo marketing de conteúdo O que é Marketing de Conteúdo

 

Dica #1:

“O objetivo do marketing é conhecer e entender tão bem o cliente que o produto ou serviço se venda sozinho. ”
Peter Drucker

A internet é sem dúvida o meio mais plural, democrático e multimídia já concebido. E se na internet cabem todas as mídias, todos os formatos, é o conteúdo o Santo Graal da internet.

No século XX a publicidade reinou absoluta. A mídia de massa era o melhor recurso à disposição das empresas para alcançar cada vez mais clientes. Mas a mídia de massa sempre foi viável somente para grandes empresas. As pequenas e a maioria das médias empresas, nunca tiveram acesso à mídia de alcance amplo.

A internet mudou o jogo.

Para alcançar, conversar, engajar e converter um cliente, as empresas agora precisam estabelecer uma conexão, e é o conteúdo a peça que conecta uma ponta com a outra. O pensamento tradicional da publicidade em geral acaba na conversão, mas online é possível continuar o relacionamento, mantendo o canal de conversa sempre aberto. Você está pronto para pensar marketing de uma forma completamente diferente?

 

Dica #2:

“Marketing de Conteúdo é a última estratégia de marketing que sobrou. ”
Seth Godin

O Marketing de Permissão é um dos conceitos mais importantes em termos de relacionamento com o consumidor nas últimas duas décadas.

Numa era em que o tempo e atenção são escassos, poder falar com quem quer ouvir a sua mensagem é um privilégio. Veja o que o próprio Seth diz a respeito:

“Marketing de Permissão é o privilégio (não o direito) de entregar mensagens antecipadas, personalizadas e relevantes para as pessoas que querem recebê-las.

Ele reconhece o novo poder dos consumidores em ignorar o marketing. Ele compreende que tratar as pessoas com respeito é a melhor forma de obter a atenção delas. ”

 

Dica #3:

“Nenhuma marca é mais do que o conteúdo que ela produz. ”
Martha Gabriel

Posicionamento é a essência do marketing. Numa era em que a imensa maioria dos consumidores está online consumindo conteúdo o tempo todo, é o que a marca diz, o conteúdo que ela compartilha e os valores que representa que farão parte do dia-a-dia do consumidor digital, e não a unicamente propaganda que a marca veicula.

Por isso, para ser relevante na vida dos consumidores digitais, as marcas devem se engajar com eles onde eles estão, tanto em quanto em sites que acessam, buscas que fazem e ambientes onde interagem.

No mercado americano, o marketing de conteúdo foi adotado tão rapidamente que hoje 90% das empresas B2B afirmam utilizar estratégia de conteúdo dentro de seus planos de marketing.

As plataformas de vídeo crescem rapidamente, mas o texto ainda é formato mais usado, com blogs, posts em mídias sociais e newsletters como as práticas adotadas mais amplamente.

 

Dica #4:

“Por que a preferência por marcas está caindo? Porque nos esquecemos que o trabalho das marcas é contar histórias e criar conteúdo. ”
– Don Schultz

Don Schultz é o criador do conceito de Comunicação Integrada de Marketing, e um dos mais influentes pesquisadores de marketing desde os anos 80. Professor emérito da Northwestern University’s Medill School, a mais importante escola de marketing do mundo.

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Em 2013, em seu keynote no Content Marketing World, apresentou tendências globais que mostravam uma queda na preferência por marcas, argumentando que as marcas se tornaram todas iguais, que os produtos são todos equivalentes e o consumidor troca de marca com cada vez mais facilidade, consumindo em muitos casos produtos genéricos, por não perceber mais a diferença entre elas.

Este fenômeno está intimamente ligado à pasteurização das ações de marketing, focadas excessivamente em descontos, preço baixo e ofertas promocionais.

A comunicação de marketing deve ter o foco em criar vínculos, conexões, e em posicionar a marca, o produto e o serviço na mente do consumidor. Marketing excessivamente focado na oferta tem efeitos nocivos no longo prazo.

 

Dica #5:

“A propaganda não é mais a alma do negócio. A alma é.”
Ricardo Jordão Magalhães

O Jordão foi o primeiro marketólogo a falar sobre Marketing de Conteúdo no Brasil.

Enquanto no mercado internacional o conteúdo começava a ganhar tração, ainda se discutia por aqui o crescimento do Facebook e o futuro da publicidade.

O objetivo do Jordão é provar que a publicidade não morreu, mas se tornou irrelevante para grande parte dos consumidores, e nós concordamos com ele. Não basta mais anunciar produtos ruins usando celebridades e fazer jingles engraçados.

O consumidor de hoje quer substância, autenticidade, significado… quer conteúdo!

Produtos, serviços e marcas sem conteúdo terão cada vez menos chances de sobreviver em um mercado formado por pessoas que querem não apenas comprar, mas comprar de quem agrega significado para suas vidas.

 

Dica #6:

“Marketing é um concurso pela atenção das pessoas. ”
– Seth Godin

Tempo e Atenção são as duas moedas de troca mais caras nos dias de hoje.

Ninguém tem tempo sobrando, nem consegue prestar atenção em tudo.

Merecer a atenção do consumidor é o grande desafio do marketing na atualidade. Ao interromper suas atividades para receber a mensagem de uma marca, um consumidor espera receber algum valor em troca de seu tempo, mesmo que subconscientemente. Ao menor sinal de que sua atenção está sendo desperdiçada, o cérebro se distrai e muda de foco, procurando outro objeto de interesse.

A imensa maioria das mensagens de marketing é insossa, ineficiente e não faz por merecer a atenção e o tempo de qualquer pessoa.

O Marketing de Conteúdo é um antídoto para este cenário, permitindo criar as conexões antes de iniciar o processo de venda. A venda é uma consequência planejada, construída gradualmente, com mais consistência do que no processo de simplesmente anunciar e fazer propaganda competindo pela atenção do consumidor.

 

Dica #7:

“Marketing de Conteúdo é um compromisso, não uma campanha. ”
– Jon Buscall

Uma campanha, no sentido tradicional da publicidade e da propaganda, é um esforço concentrado de comunicação com o cliente, anunciando o máximo possível num curto período de tempo, para o máximo número de pessoas, buscando atingir algumas delas e aumentar as vendas.

Este processo funcionou durante mais de um século, desde o último quarto do século XIX até o final do século XX. Com a diversificação dos canais de comunicação nos anos 80 e 90, a ascensão econômica de grandes massas populacionais no mundo todo e o advento da internet, o cenário da comunicação mudou radicalmente.

O consumidor mudou de comportamento quase na mesma velocidade na qual o mundo mudou, mas as empresas reagem de forma bem mais lenta a estas mudanças.

A mentalidade da publicidade e propaganda, de que é possível se relacionar pontualmente com os consumidores através de campanhas, precisa mudar. Relacionamento é algo cultivado, não é algo pontual, quando se quer vender mais.

 

Dica #8:

“Está se tornando claro que, quando se trata do jogo de conteúdo, cada vez menos marcas podem se dar ao luxo de continuar assistindo do lado de fora. ”
– Kim Larson

Kim Larson é a chefe do Google BrandLab, e evangelizadora do poder do conteúdo para as marcas. Veja o que ela tem a dizer:

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“Na era da transmissão, era comum as marcas acreditarem na ilusão do controle. Hoje essa postura mudou. Como diz o CEO da Amazon, Jeff Bezos, “Sua marca é o que as pessoas dizem sobre ela quando você não está por perto”. Embora possa parecer absurdo renunciar ao “controle” depois de dedicar tanto tempo criando a identidade da sua marca, você nunca o teve. O risco de ser criticado deixa quase todas as marcas preocupadas.

Um receio comum é que, ao colocar sua marca nas mãos dos consumidores, você se exponha a comentários negativos ou perguntas difíceis que não convém responder publicamente. Ao abrir os canais em que os consumidores podem expressar como se sentem sobre sua marca, na verdade você pode reconquistar a capacidade de influenciar o que essas pessoas dizem e responder aos comentários bons e ruins. ”

 

Dica #9:

“Conteúdo é a razão pela qual existem os buscadores, em primeiro lugar. ”
– Lee Odden

É um fato tão óbvio, que acaba sendo ignorado por quase todo mundo. Buscadores como Google, Yahoo! e Bing existem para buscar conteúdo relevante para as dúvidas dos seus usuários.

Quando uma pessoa precisa de uma informação, quer solucionar um problema, resolver uma dúvida, encontrar qualquer informação, ela vai até um buscador e simplesmente busca, gratuitamente, e encontra qualquer coisa que precisar.

O Google mudou a forma como nos relacionamos com a informação, a forma como usamos a memória e até a forma como escrevemos. Como se escreve “exceção”? É só dar uma busca e descobrir a grafia correta.

Quando foi criado, o Google definiu como missão: “organizar toda a informação do mundo e torná-la universalmente acessível e útil”.

Criar bom conteúdo é o que faz uma empresa ser encontrada no Google. Se o conteúdo é criado com preguiça, sem planejamento e sem dedicação, não será capaz de atrair visitas e gerar resultados.

 

Dica #10:

“Nos nossos dias, as pessoas querem aprender antes de comprar, ser educadas ao invés de ouvir discursos. ”
– Brian Clark

O século XX foi uma era de discursos, as marcas diziam o que queriam, as pessoas engoliam o discurso e não tinham muito como interagir, se manifestar ou reclamar.

No século XXI, a internet trouxe uma nova perspectiva para a vida das pessoas. Começou uma nova era, a era do diálogo. A voz dos consumidores é muito mais poderosa, e pode alavancar ou derrubar marcas.

Vídeos com reclamações se tornam virais rapidamente (quem se lembra do vídeo do Boreli reclamando da assistência da Brastemp? Mais de 800.000 pessoas viram este vídeo!), ao mesmo tempo que serviços inexistentes há alguns anos hoje crescem exponencialmente, como o Netflix.

Simplesmente discursar para os clientes dizendo “somos melhores que nossos concorrentes” não funciona mais. O consumidor de hoje quer aprender sozinho sobre produtos e serviços, saber como funciona, se a garantia é boa de verdade, se o atendimento é bom mesmo, se outros clientes aprovam.

Mais do que ouvir a empresa falando sobre si mesma, quer ver outras pessoas falando sobre ela, aprendendo enquanto escolhem o melhor, por elas mesmas.

 

Dica #11:

“O novo marketing é educar, interagir e conversar para entender o cliente. ”
– Rafael Rez Oliveira

Hugh McLeod é o cartunista que ilustra os livros do Seth Godin, ele próprio é muito conhecido através do blog Gapingvoid, onde publica há anos (muitos anos) cartuns que abordam o mundo dos negócios, da comunicação e do marketing.

Como redator publicitário de grandes agências em Nova Iorque, vive na pele as transformações da propaganda nos últimos anos. Os cartuns dele traduzem o sentimento das pessoas sobre o conteúdo, mas nem todo mundo ainda entende assim. É hora de entender!

 

Dica #12:

“Fale as pessoas sobre elas mesmas e elas o ouvirão por horas a fio. ”
Dale Carnegie

Autor do clássico “Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas”, Dale Carnegie é um dos autores mais lidos do século XX. É impossível pensar em comunicação ou networking sem passar por um dos princípios Carnegie.

Um deles é sobre falar com a audiência sobre os interesses dela, e não os seus. Com o Marketing de Conteúdo, vale o mesmo princípio: fale às pessoas sobre elas, e elas curtirão, comentarão e compartilharão. Fale sobre seus produtos, e será ignorado.

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A relevância está em fazer parte da vida do consumidor, e não em apenas efetuar uma venda.

A Coca-Cola tem investido em histórias familiares nas quais seus produtos são consumidos. Não fala da Coca-Cola, mostra as situações em que as pessoas a consomem.

No B2B, vale investir em Cases e Depoimentos para contar boas histórias de como um produto ou serviço gerou uma grande transformação.

 

Dica #13:

“ZMOT é o momento em que você pega o seu laptop, celular ou qualquer outro dispositivo e começa a aprender sobre um produto ou serviço que está pensando em comprar. ”

“The Zero Moment Of Truth”, ou simplesmente ZMOT, é a sigla que resume o conceito da busca pela informação nas relações de consumo, antes dessas relações sequer começarem.

O conceito foi amplamente divulgado pelo Google em 2011, com vídeos, um e-book e seminários para divulgar a ideia de que o consumidor digital usa a busca como um formador de opinião fundamental nas suas decisões de compra, principalmente nas decisões de compra complexas, como viagens, a compra de bens duráveis, como linha branca, automóveis, imóveis e itens de tecnologia, e também na escolha de prestadores de serviços, entre muitas outras áreas.

O ZMOT é o momento crucial da decisão de compra, quando o cliente decide se vai progredir com sua intenção de compra ou se vai mudar de ideia frente aos resultados encontrados. Se um cliente busca “celular Sony é bom” e encontra muitas reclamações, rapidamente pode desistir da compra. Esse é o ZMOT.

 

Dica #14:

“O conteúdo deve ser como uma boa conversa: atrai, prende atenção e nos inspira a fazer algo. ”
– Luísa Barwinski

Assim como aquela conversa boa com um professor genial, com um amigo das antigas ou aquela pessoa fantástica que acabamos de conhecer num evento, o Marketing de Conteúdo deve seguir os mesmos princípios: atração, atenção integral e inspiração.

Quando conversamos com alguém realmente interessante, nos sentimos atraídos e interessados pela conversa, e permanecemos nela. Quanto mais dedicamos nossa atenção, mais o interesse cresce e mais tempo a conversa dura.

E por fim, as melhores conversas nos inspiram: a começar uma nova dieta, a ler um bom livro, a praticar um esporte, fazer uma viagem, conhecer um restaurante, comprar um vinho, experimentar uma receita, fazer um curso, mudar o corte de cabelo, reformar a casa, plantar um jardim, pular de paraquedas…

Seja qual for o seu produto ou serviço, a sua marca precisa atrair, prender a atenção e inspirar as pessoas a tomarem ação. Pode não acontecer logo de cara, mas se a conversa se mantiver boa, vai acontecer.

 

Dica #15:

“Você vende muito mais quando para de empurrar a venda. Esteja preparado para lidar com clientes que sabem comprar. ”
– David Meerman Scott

Cada vez mais, fica óbvio que não dá para fazer marketing sem envolver o cliente. Num mundo em que todos os segmentos são supercompetitivos e os oceanos azuis são raros, é a capacidade de colocar o cliente no centro do processo que diferencia os líderes de mercado dos coadjuvantes.

O conteúdo é uma das formas de fazer o cliente voltar a ser o centro das atenções do marketing. As metas de vendas são importantes, o branding é importante, o ROI é importante, mas o cliente é fundamental. Sem cliente, todo o resto desmorona.

Joe Chernov é hoje Vice-Presidente de Conteúdo da HubSpot, uma das empresas de tecnologia que cresce mais rápido no mundo atualmente.

É fantástico uma empresa ter um VP para cuidar exclusivamente de conteúdo. Sinal dos tempos.


Espero que essas 15 dicas para aprender Marketing de Conteúdo tenham sido úteis para você!

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Ben Popov

Consultor de Marketing Digital e Marketing de Rede com mais de 17 anos de experiência. Fundador da AulaPlus – Marketing Digital e BlasterPhone Telecomunicações. Ben é “importado” da Bulgária e mora no Brasil desde 2000.

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